Nosso encontro era quase impossível, sendo eu um doutor engenheiro agrônomo e você
uma menina que sempre trabalhou na roça para ajudar seu pai. No entanto nossas
almas se encontraram, pois temos um amor em comum: a terra.
Mas
antes que nossas almas se encontrassem, eu fiquei admirado por uma professora
que como eu tinha estudado. Por causa dessa admiração eu acabei indo morar onde a professora estava, na sua casa.
Essa
decisão também foi tomada porque meu pai me expulsou de casa quando soube que
eu não voltei formado advogado como ele queria.
Por
isso ofereci os meus serviços a seu pai, mas como ele disse que não tinha como
me pagar, pois conhecia o ordenado de um engenheiro agrônomo, propus morar na
sua casa em troca de trabalhar para ele.
No
entanto não sabia que iria conhecer o amor com você. Você também não sabia o
que era o amor até me encontrar. Porém nós não admitíamos o que sentíamos, até
que eu admiti que te amava quando um violeiro foi morar na sua casa. Nessa
ocasião eu já havia voltado a morar com meu pai.
Contudo
você também se encantou por esse violeiro, mesmo sabendo, mas não querendo
admitir que me amava, pois você ainda não havia descoberto o amor. Confesso que
eu também não conhecia esse sentimento até te encontrar.
Enfim
você se entregou quando eu te roubei o segundo beijo, que não foi como o
primeiro, avassalador. Pois este foi mais como resposta a uma provocação e
aquele foi mais calmo para provar o meu amor, e você percebeu isso, pois também
sentia a mesma coisa, tanto que se entregou e esse beijo acabou como o
primeiro, de tirar o fôlego.
E desde esse momento nós começamos a
namorar, noivamos e nos casamos, finalmente aceitando que nós sempre vamos nos
amar.